Luta pela Paz participa da Semana Petrobras Socioambiental

06/12/18 – A convite da Petrobras marcamos presença na cerimônia de encerramento do evento de divulgação dos selecionados para a Seleção 2018 do Programa Petrobras Socioambiental na última segunda-feira (03/12).

O Programa, lançado em 2013, investirá, entre 2019 e 2020, R$180 milhões de reais em 68 projetos socioambientais de 21 estados do Brasil.

UntitledCréditos: Petrobras

A Petrobras, atualmente, é patrocinadora do projeto Maré Unida, da Luta pela Paz, que visa a expansão da metodologia aplicada em nossa Academia na favela da Nova Holanda, no Complexo da Maré, para outras organizações de outras favelas do território que já trabalham com boxe ou artes marciais. O projeto conta com um treinamento imersivo de seus idealizadores e treinadores, bem como apoio financeiro para que possam continuar a desenvolver suas organizações e projetos, muitos deles voluntários.

“Poder passar adiante o conhecimento e a expertise que conseguimos consolidar nestes 18 anos de história também se deve, em grande parte, pelo apoio que a gente pode receber da Petrobras. A nossa história juntas começa a partir de 2010, quando ainda éramos uma organização muito menor do que somos hoje e um dos nossos projetos foi selecionado pela primeira vez em uma chamada pública” – conta Juliana Tibau, Diretora de Operações da Luta pela Paz, durante o encerramento do evento, que ainda contou a entrevista de dois ex-alunos da organização, Ana Caroline Bello e Roberto Custódio, hoje funcionários de nossa equipe, e uma apresentação de nossas alunas e alunos de capoeira.

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Na entrevista de Juliana com Ana Caroline, hoje Gerente da Academia, ficou clara a importância da participação cada vez maior das meninas e mulheres nas atividades de esportes de boxe e artes marciais, pensando constantemente em como motivar sua entrada na organização, bem como sua permanência:

“Não foi sem muita luta. Ao longo destes 18 anos, a gente hoje conseguiu praticamente igualar a questão de gênero, acabando com a disparidade que a gente tinha. Praticamente, no começo, era só eu mais outras duas alunas de menina nas aulas de boxe. Há uma importância fundamental do nosso trabalho com o respeito à igualdade de gênero, enquanto falamos a todo o momento e em diversas atividades que, sim, as mulheres tem capacidade de fazer o esporte de luta. Outro fator fundamental foi a consolidação da nossa equipe do grupo transversal de Gênero e Sexualidade, para que a gente pudesse empoderar não só as nossas alunas com diversas atividades, mas envolver também os homens para que esse trabalho pudesse ser completo e desse muitos dos frutos que a gente tem hoje“, disse Carol.

Já Roberto, atual Educador Esportivo Social de Boxe e Coordenador Esportivo da Luta pela Paz e ex-atleta da Seleção Brasileira, contou sobre a importância do esporte em sua vida e como sua história se confunde com a da Luta pela Paz:

“Conheci a Luta pela Paz em 2001, comecei a praticar boxe e logo de início eu me apaixonei. Eu nunca fui de briga e primeiro achei que, finalmente serviria como uma forma de me defender, mas acabei descobrindo muito mais do que isso, descobri que eu poderia me empoderar e servir de exemplo para outros jovens da comunidade sem andar armado. E isso acabou me motivando a lutar, não só por mim, mas pela minha comunidade. Hoje todos me conhecem lá na comunidade que eu moro como “Lutador” e as mães das crianças que treinam comigo falam que eu sou o exemplo que eles querem seguir. “

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Ficamos muito honrados pelo convite e esperamos que esta nossa parceria continue por muitos e muitos anos, apoiando cada vez mais crianças e jovens, como Carol e Roberto, a alcançarem o seu potencial.